domingo, 21 de outubro de 2007

RASCUNHO EXPRESS -- Mostra Mestres do Anime: 'SE JOGA!'

Este sábado, mesmo depois da semana cansativa, acordei cedo para cumprir uma importante missão: assistir a pelo menos uma sessão da mostra Mestres do Anime, que já estava rolando desde o dia 10/10 no Centro Cultural Banco do Brasil, aqui em SP.

O único dia que tinha conseguido fazer uma tentativa pra pegar sessão havia sido sábado passado... mas após ficar 30 minutos na fila e aparecer uma funcionária do CCBB expulsando a geral porque não ia ter senha pra todos.

Determinada a não perder os quatro episódios de A Princesa e o Cavaleiro (Ribbon no Kishi) por nada nesse mundo, já que hoje era a última vez que seria exibido na mostra, cheguei cedo ao CCBB decidida a ficar na fila desde o meio dia. (A sessão só começaria às 14:20...). Mas acompanhada do meu amigo Bruno, aguentamos ferrenhamente por duas horas em pé até conseguirmos a senha.


Confesso que estava bastante ansiosa, já que Ribbon no Kishi está nos meus planos de cosplay para breve e por querer MUITO ver a história com o texto original (pra quem não sabe, o desenho passou no Brasil com uma dublagem avacalhada, cujo texto e por consequência o enredo foi completamente alterado).


E não deu outra -- quando vi a abertura, fofíssima, em tela grande, rolou uma emoção muito forte!


MAS... como nada pode ser perfeito...





UMA LEGENDAGEM UM TANTO SUSPEITA


...Pouco antes da sessão começar, uma das responsáveis pela mostra declarou pra audiência que o texto estaria levemente modificado, por se tratar da tradução a partir das legendas do DVD americano. Até aí, tudo bem.


No entanto, quando de cara eu vi a Saphire falando "meu véio" e "vou dar um rolê", percebi que algo estava meio estranho. Mas beleza, até admiro quando o tradutor se permite umas liberdades, e no caso, achei que até procedia pra deixar claro que Saphire agia como moleque.


Mas quando chegou no ponto de Ching, o anjinho, falando "Se Joga!" e "ARRASA!", e a vilãzinha Heckett falar "Que Uó", não apenas percebi que havia realmente algo estranho como, por assim dizer... fiquei bege.

...Não é por nada, mas por mais que ESTIVESSE engraçado (e Princesa e o Cavaleiro tem MUITA comédia), liberdades à parte... eu acho que não cabia isso na legendagem do anima de uma lenda como o Tezuka. Os desenhos dele raramente constam em exibições públicas, e fico meio cabreira de, em uma das únicas oportunidades em que isso rolou, ter passado uma impressão errônea para o público por causa das legendas.


Entendo a postura do tradutor de modernizar o texto, mas por mais que o tema tivesse haver com travestir-se, não creio que fosse o caso de deixar os diálogos com um linguajar tão... queer. (Tinha uns velhinhos na sessão, fico imaginando o que eles estavam pensando...)

E o mais estranho é que acho que os outros filmes da mostra NÃO seguiram esta linha de legendagem -- pelo menos, Vozes de uma Estrela Distante (Hoshi no Koe), que passou antes, estava legendado "normalmente".

Mas pelo menos a história não apenas estava inteligível, como me diverti muito assistindo. E acho que se esse objetivo não foi perdido, então a experiência foi válida.




PÚBLICO: NOTA ZERO



Pior, mas muito pior que questões filológicas, foi (suportar) o comportamento do público durante as duas horas de exibição.

Comentários do tipo "Ai que mal-feito!" ou "ridículo", pessoas conversando ALTO durante a sessão (e tirando sarro de quem falava "psiu"), gente se ESPREGUIÇANDO e enfiando braços na frente do ângulo de visão de outros espectadores -- foi um festival de falta de educação, que só melhorou um pouco depois que um funcionário do CCBB foi avisado e deu uma checada na sala.

Pelo amor de Deus, gente. O anime é de 1952. Esperavam o quê da animação? E outra, não tá gostando, simplesmente saia da sala e fique lendo seu gibi do Naruto (ou do diabo que seja) enquanto as pessoas com um mínimo de cérebro curtem a sessão, por favor.

Foi decepcionante constatar que as pessoas tem cultura pra procurar uma mostra no CCBB, mas não educação para se comportar na situação ou entender que não é porque um evento é de graça que você pode se comportar como se estivesse na sala de casa.

Ai, que uó, como diria a Heckett.





...Mas ainda assim, valeu madrugar no sábado, por esperar na fila, por aguentar a falta de educação da juventude brasileira, pra poder assistir Princesa e o Cavaleiro em tela grande e finalmente entender direito a história.

Melhor, só se exibissem a série toda (e dessem surra com vara de marmelo na molecada mal-educada).

Realmente... Saphire arrasa!

4 comentários:

Jefferson Kayo disse...

Odeio essa molecada que não pode ver a palavra "anime" escrita em algum canto que já vai na esperança de assistir algo como "Narúto" que é o "melhor anime do mundo" ou algo que o valha.

Povo que não entende merda nenhuma de história da evolução das coisas.

Acha que tudo nasce "bom" (pq isso é extremamente relativo tb...)

Enfim, eu queria que desse pra banir da existência essas pessoas. Ou então me contentar em dar uns tapas em alguém.

Fernando Ventura disse...

A sessão de Millenium Actress semana passada foi meio por aí... não tinha otakus metidos a imbecis, mas tinha um magrela e um gordo na nossa frente que se mexiam o tempo todo! ARGH!

Por sorte (!) sentamos longe demais pra apreciar a legenda... mas a tradução, nesse caso, me pareceu OK!

Alexandre disse...

OK, acho que não era a intenção do post. Mas ri horrores com esse post! hahaha

sandra monte disse...

O mais foda éq ue o povo quer ser respeitado.

Agora me diz: como??????